Foi campeão europeu pelo Benfica e teve de pagar para não ir à guerra: «Fomos usados pelo regime»

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06-02-2026 12:35

Num tempo em que a memória coletiva se cruza com a atualidade política, há vozes que carregam mais do que histórias de futebol. Carregam pedaços de país que não devem, de todo, cair no esquecimento. António Simões é uma dessas vozes. {PALMARES|DIR|JOG|11750} Símbolo eterno do {TEAM_LINK|4|Benfica} e figura maior do futebol português, o jogador mais jovem de sempre a conquistar uma Taça dos Campeões Europeus foi também protagonista de uma geração que brilhou dentro de campo enquanto Portugal vivia sob a sombra do Estado Novo. Entre as conquistas europeias e as digressões mundiais, existia um outro jogo ardiloso que estava em andamento. Um jogo político. Um jogo onde o regime procurava usar o futebol e o sucesso dos seus como instrumento de propaganda e legitimação externa. Portugal voltas às urnas este domingo, dia 8 de fevereiro, e o zerozero sentou-se à conversa com António Simões para revisitar esse período. A forma como viveu, o que viu e o que o futebol representou num país sem liberdade. Mais do que uma viagem ao passado, é um lembrete forte do que não deve ser esquecido e à consciência da importância da democracia. Também houve espaço para falar do seu fiel companheiro Eusébio e algumas boas memórias.