Prestianni e mais 10: a afirmação do argentino no Benfica

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18-08-2026 10:00

Três golos e cinco assistências. Foram estes os números de {PLAYER_LINK|977459|Prestianni} na última temporada ao serviço do {TEAM_LINK|4|Benfica}, ao longo de 41 jogos. Para um extremo titular, e mesmo tratando-se de um jovem de 20 anos, os números ficavam aquém daquilo que a sua influência em campo fazia prever. {IMGMED|DIR|1441140} Se no passado {COACH_LINK|2|Mourinho} já havia sinalizado essa necessidade de o argentino dar o passo seguinte na ligação direta aos golos, esse passo parece finalmente estar a ser dado. Em apenas quatro jogos oficiais nesta temporada, {PLAYER_LINK|977459|Prestianni} já leva três golos e uma assistência. Um arranque fulgurante que nos traz a um ponto de reflexão: será este o melhor Prestianni? Já lá vão três anos… Prestianni chegou ao {TEAM_LINK|4|Benfica} em 2023/24, com apenas 18 anos, e fez apenas seis jogos nessa época, cinco deles pela equipa B. Em 2024/25, ainda com {COACH_LINK|847|Roger Schmidt} no comando, parecia reunir condições para se afirmar num dos corredores, mas uma lesão no tornozelo tirou-o de cena durante cerca de três meses, e quando regressou, era já outro o treinador ({COACH_LINK|1602|Bruno Lage}) à espera dele. {IMGMED|ESQ|1098208} Foi só em 2025/26, sobretudo depois da chegada de {COACH_LINK|2|José Mourinho}, que o espaço começou verdadeiramente a abrir-se. A lesão de {PLAYER_LINK|386235|Lukebakio}, titular indiscutível até então, obrigou o técnico português a apostar de forma recorrente no jovem argentino. A resposta foi, de um modo geral, positiva. Prestianni mostrou-se um jogador combativo, participativo na manobra ofensiva, mas ainda pouco decisivo nos momentos que valem pontos. Mourinho chegou a admitir que o argentino rendia mais pelo corredor esquerdo, apesar de atuar maioritariamente do lado direito. E era precisamente essa influência junto da baliza que faltava, até porque a própria equipa vivia, na altura, um período de seca ofensiva, com {PLAYER_LINK|459841|Pavlidis} longe do seu melhor.  Foi nesse contexto que se acendeu o alerta sobre a produtividade dos extremos do Benfica: nem {PLAYER_LINK|741885|Schjelderup} nem Prestianni se aproximavam dos números que anteriormente pertenciam a nomes como Aktürkoğlu ou {PLAYER_LINK|37283|Di María}. Em fases de jejum dos avançados, são precisamente os jogadores que atuam mais próximos deles que têm de compensar, e era isso que faltava aos dois jovens extremos encarnados. {IMGMED|DIR|1428580} {PLAYER_LINK|741885|Schjelderup} deu esse salto na reta final da última época. A Prestianni, faltava-lhe fazer o mesmo. Pela esquerda, ou não? É aqui que chegamos à atualidade. Castigado e fora das opções nos dois primeiros jogos oficiais da temporada, Prestianni assistiu de fora à eliminatória frente ao St. {TEAM_LINK|2142|Gallen}, sem que isso o tenha desmotivado. Pelo contrário: com Schjelderup ainda a recuperar do {COMPETITION_LINK|30|Mundial}, coube-lhe assumir as rédeas do corredor esquerdo após o período de suspensão, e tudo indica que é precisamente aí, como já tinha sido sugerido, que o argentino melhor se revela. Não que do lado direito não consiga ser influente, mas pela esquerda Prestianni parece mais solto, mais confiante, com mais protagonismo. Irreverente no drible, incansável na procura do um-para-um e, sobretudo, mais letal em zonas de finalização. Sabe quando arrancar, quando se associar aos companheiros e encontra com mais facilidade os espaços para atacar a baliza adversária. {IMGMED|ESQ|1529693} A versatilidade, aliás, é uma das qualidades que {COACH_LINK|4199|Marco Silva} mais valoriza no jogador. Questionado pelo zerozero sobre o momento de Prestianni, o treinador do Benfica não poupou elogios: «Até agora temos tirado um grande proveito. Fez uma grande pré-temporada, trabalhou forte e de forma humilde, mesmo sabendo que tinha dois jogos de suspensão. Pode jogar à esquerda ou à direita e tem feito boas exibições. É muito forte em ambos os flancos, o nosso ala mais versátil, possivelmente. Estou muito satisfeito com ele. A concorrência é forte e isso é importante para o Benfica, para que os jogadores não se sintam confortáveis e continuem a melhorar.»