Quando a qualidade não traz números: veremos melhor de Sudakov?

/ Futebol

21-08-2026 15:35

{PLAYER_LINK|663094|Georgiy Sudakov} é um jogador que vai dividindo o júri no tribunal da Luz Por cada adepto que reconhece a sua qualidade e potencial, há outro que cede à frustração de ver um ativo tão valioso ter menos impacto do que, em teoria, deveria. A exigência entende-se. Somando os 6,75 milhões de euros do empréstimo e os 20,25 da compra, falamos da segunda contratação mais cara da história do {TEAM_LINK|4|Benfica}, em igualdade com {PLAYER_LINK|744267|Richard Ríos} e superada apenas por {PLAYER_LINK|593633|Orkun Kokçu} - um médio ofensivo que também não foi 100 por cento feliz em Portugal, mas que mesmo assim saiu (a abrir a porta ao ucraniano), deixando números melhores. E a questão prende-se muito com isso mesmo: números. Desde logo o 10 que leva às costas, romanticamente ilustrativo da responsabilidade ofensiva numa equipa, mas, de forma mais prática, os golos e as assistências que não têm aparecido. Em campo para 22 golos, mas mão em apenas um A necessidade de qualificação europeia trouxe muitos minutos ao Benfica no arranque de 2026/27. Ainda em agosto, a equipa de {COACH_LINK|4199|Marco Silva} já jogou sete jogos, o que corresponde a 630 minutos de futebol. {PLAYER_LINK|663094|Sudakov} jogou 534 deles, sendo o terceiro mais utilizado, apenas atrás de {PLAYER_LINK|741673|Dahl} (540) e {PLAYER_LINK|260288|Lenglet} (568). {EPOCA|ESQ|JOG|663094|0|156|0|0|0}Somando a este contexto o facto de ser o arranque mais goleador dos encarnados em 37 anos, seria de esperar que {PLAYER_LINK|663094|Sudakov} fosse contribuinte frequente junto à baliza adversária. Esse não é o caso. Apesar de ter estado em campo para 22 dos 25 golos que as águias marcaram esta época (incluindo nos dez desta semana!), o médio mais adiantado leva até ao momento zero tentos marcados e apenas uma assistência: o canto para o cabeceamento de {PLAYER_LINK|520353|Tomás Araújo} na goleada (6-1) sobre o {TEAM_LINK|1106|Hearts}.  As dificuldades e a visão de Marco Silva Esta é a segunda época de {PLAYER_LINK|663094|Sudakov} desde que deixou o {TEAM_LINK|160|Shakhtar Donetsk}, onde foi formado. Não podemos olhar apenas para os números (os quatro golos e cinco assistências da primeira época não são ilustrativos da qualidade que por vezes deu ao futebol do Benfica); mas também não podemos olhar apenas para o futebol. {IMGMED|DIR|1529645|Tem sido aposta no arranque de temporada.}O início da carreira profissional tem sido marcado pela guerra no seu país, à qual escapou, mas que não deixa de existir. Aliás, já tinha aterrado em Lisboa quando soube que um ataque russo tinha afetado o seu apartamento, perto do qual tinha a esposa e a filha. Perto do fim da época, admitiu estar a viver um momento difícil: «Estou a trabalhar para recuperar o prazer pelo futebol». O arranque da nova temporada seria oportunidade para dar um abanão na história. Começou com um par de exibições menos felizes, mas o novo treinador deixou um voto de confiança que ainda não esgotou, mas que esta quinta-feira, depois da vitória sobre o {TEAM_LINK|1863|AGF Aarhus},  «Eu entendo a questão dos números e o impacto quando jogas numa zona mais subida, quando tens o caudal ofensivo que temos tido. Ele sabe que tem de ter mais impacto em termos de golos ou assistências, é essa a sua função também, mas ele fez um jogo positivo. Não há lugares cativos para ninguém, mas ele precisa de confiança e não temos muitos jogadores com as características dele», disse {COACH_LINK|4199|Marco Silva}, esta quinta-feira, numa resposta que pode ouvir no vídeo abaixo. A seu favor está o óbvio - a equipa marca mais com ele em campo -, mas esse impacto nem sempre é notório e as exibições discretas levantam algumas dúvidas em relação ao volume de minutos, especialmente com opções mais vistosas à espera de uma oportunidade. Veremos no futuro uma versão com maior impacto ou menos Sudakov em campo?