«O Benfica deu-me tudo»: da Tapadinha ao hexa, com a Europa no horizonte

/ Futebol

14-09-2026 21:45

O caminho começou entre viagens de autocarro, balneários emprestados e treinos longe da casa principal. Oito anos depois, o {TEAM_LINK|224225|Benfica} respira profissionalismo, soma seis campeonatos consecutivos e parte para 2026/27 com mais uma Supertaça no bolso. {PLAYER_LINK|521709|Pauleta} viveu toda essa transformação, enquanto {COACH_LINK|39070|Ivan Baptista} chegou mais tarde, mas conduziu as águias à dobradinha logo na primeira temporada. No Media Day da {EDITION_LINK|218335|Liga BPI}, promovido pela FPF e no qual o zerozero marcou presença, capitã e treinador olharam para a história construída e, sobretudo, para aquilo que ainda falta alcançar. *com David Albano e Bernardo Castro A primeira época de {COACH_LINK|39070|Ivan Baptista} no comando terminou com dois dos quatro troféus nacionais em disputa. O Benfica conquistou a {EDITION_LINK|218335|Liga BPI} sem qualquer derrota - 15 vitórias e três empates em 18 jornadas - e fechou a temporada com a Taça de Portugal, depois de bater o FC Porto por 2-0 na primeira final feminina entre os dois clubes. Um ano de sucesso interno, mas também de adaptação a uma nova equipa técnica e a novas ideias. A continuidade oferece agora a Ivan Baptista algo que não tinha há 12 meses: uma base que já conhece o processo. «As segundas épocas são, por norma, aquelas em que o treinador consegue implementar melhor as suas ideias. Não apenas pela capacidade de implementação, mas também pelo conhecimento que o plantel já tem de um ano de trabalho. Tudo se torna um pouco mais simples na evolução do processo», começou por explicar o técnico ao zerozero. Das «dores de crescimento» à procura por mais Ivan Baptista não esconde que o primeiro ano teve obstáculos. Chama-lhes «dores de crescimento», naturais numa mudança de liderança, mas acredita que o Benfica está agora mais preparado para reduzir esses momentos de dificuldade. «Queremos acreditar que esta segunda época possa ser uma época em que algumas das dificuldades que fomos sentindo no ano passado se façam sentir menos. O plantel também vai mais ao encontro da ideia do treinador e da equipa», analisou. {PALMARES|DIR|JOG|521709} A continuidade do trabalho não significa, ainda assim, ausência de renovação. O grupo sofreu várias alterações, recebeu jogadoras provenientes do estrangeiro e abriu novamente espaço a elementos da formação. É precisamente nesse processo de integração que Pauleta, uma das jogadoras que atravessou todas as etapas do projeto, assume uma responsabilidade suplementar. «A época passada foi de transição, porque tínhamos uma equipa técnica nova e dinâmicas novas. Esse período já passou, adaptámo-nos muito bem e este ano o grupo já tinha essas ideias assimiladas. Por isso, também conseguimos transmiti-las melhor às novas jogadoras», explicou a capitã. A média participou em 32 partidas na temporada passada. Aos 29 anos, iniciou a nona época ao serviço do Benfica e voltou a surgir como titular e capitã na primeira jornada da Liga BPI, diante do {TEAM_LINK|254416|Racing Power}, num duelo em que foi homenageada pelos 200 jogos de águia ao peito. O arranque confirmou, para já, a intenção de prolongar o domínio. Depois de golear o FC Porto por 5-1 na Supertaça, o Benfica venceu na primeira jornada da Liga BPI por 3-0, começando a corrida ao heptacampeonato com uma vitória segura. Duas partidas oficiais, duas vitórias e um saldo de oito golos marcados e apenas um sofrido. Ainda é cedo para conclusões, reconhece Ivan Baptista, sobretudo numa Liga BPI que recebeu o FC Porto, viu várias equipas reforçarem-se e promete maior equilíbrio. «Poderá vir a ser o campeonato mais nivelado e disputado dos últimos anos, mas seria futurismo afirmá-lo agora. A chegada do FC Porto, o maior investimento e a entrada de jogadoras de nível nas várias equipas levam-nos a pensar que sim. Ao fim da primeira jornada, no entanto, é demasiado cedo para tirar conclusões», alertou. Pressão ou responsabilidade?